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1 20/10/2017 12:10

De cada cinco brasileiros, um pelo menos está com sobrepeso ou obesidade e em uma população de 208 milhões, isso corresponde a 37,4 milhões de pessoas, distribuídas em todas as camadas sociais e em todas as regiões do país. A falta de informações sobre a origem, processamento e composição dos alimentos são uma das principais causas que levam as pessoas a se alimentarem de forma inadequada, gerando não apenas a obesidade em si, mas doenças como as cardiopatias e diabetes.

O que colocar à mesa do brasileiro e o que ele deve comer de forma saudável, foi o que foi debatido durante simpósio promovido pela Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (ABIA), na última quarta-feira, em São Paulo, reunindo nutricionistas, empresários da indústria de alimentos e governo, que apresentaram o panorama da alimentação no Brasil e que caminhos devem ser encontrados para reduzir a obesidade e aumentar o valor nutricional dos alimentos que chegam às mesas das famílias.

Com 32% da população almoçando e lanchando nas ruas, o consumo de gorduras e açúcares, decorrentes de frituras, doces e almoços ricos carboidratos, faz com que o nível de obesidade e sobrepeso da população venha aumentando a cada ano. “Não existe alimentos bons ou ruins. O que existe é o desequilíbrio alimentar e nutricional decorrente da falta de informações sobre o que se deve comer e como comer”, diz a nutricionista, diretora da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, Márcia Terra.

Comemorado no último dia 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação foi criado em 1981, e é celebrada em mais de 150 países, como forma de conscientizar a opinião pública sobre a nutrição e a alimentação. A data também lembra a criação da FAO (Food and Agriculture Organization), setor da Organização das Nações Unidas (ONU) voltada para as questões da alimentação e agricultura.

Informações

O presidente da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação, Edmund Klotz, chamou a atenção para o fato de atualmente no Brasil são 35,2 mil empresas que cuidam do processamento de alimentos, das quais, apenas 1,2% são de grande porte e 95,4% são de pequeno porte. Elas processam 23,7% de carnes e pescados, 17,1% de cereais e 8,7% de derivados de trigo.  

Conforme explicou Klotz, a grande maioria dos alimentos consumidos em todo o mundo passa por processamentos industriais, “mas a indústria de alimentos é vista como uma atividade nociva para saúde, porque usa processos químicos na conservação desses alimentos”, disse. Ele explicou ainda, que o leite, as frutas e os grãos colhidos pelo pequeno produtor, abastecem a indústria e ajudam no processamento desses produtos e milhares de outros produtos. E sem esse processamento não haveria como atender à demanda de milhões de brasileiros”, esclarece.

Já para Vanderlí Fátima Marchiori, nutricionista e fitoterapeuta pelo Manchester Institute of Medicina da Inglaterra e presidente da Associação Paulista de Fitoterapia e conselheira da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva, disse que a população, por conta da desinformação, elegeu alguns produtos como os vilões da obesidade e baixo nível nutricional das pessoas.

É essa desinformação sobre o teor dos alimentos que vem causando, na opinião de especialistas em nutrição e em engenharia dos alimentos, que vem, causando danos à saúde. “Muita gente esquece ou sequer sabe que 40% de todos os alimentos contém carboidratos e que itens como o coco contém mais gordura que o macarrão”, diz Marchiori.

Na proposta que a Associação Brasileira da Indústria da Alimentação encaminhou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária, do Ministério da Saúde (ANVISA) este ano, está a de que os alimentos processados industrialmente passem a conter uma rotulagem diferente, onde as informações nutricionais sejam estampadas na frente das embalagens e em cores diferentes. As cores verde, vermelho e amarelo indicarão os teores e níveis aceitáveis de açucares, gorduras saturadas e sódio.

Tribuna da Bahia







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