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1 09/09/2019 08:40

Um gol de pênalti nos acréscimos salvou o Santos de ser derrotado pelo time reserva do Athletico-PR, neste domingo (8), na Vila Belmiro, pela 18.ª e penúltima rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

O empate por 1 a 1, no entanto, frustrou a torcida santista, que viu a equipe perder a chance de voltar a igualar a pontuação do líder Flamengo, que no último sábado derrotou o Avaí por 3 a 0, em Brasília.

Segundo colocado da tabela, o time do técnico Jorge Sampaoli agora tem 37 pontos, agora dois atrás da equipe carioca. Já os comandados de Tiago Nunes, que estão de olho na final da Copa do Brasil, que começa na próxima quarta-feira, diante do Internacional, em Curitiba, saem de campo com um valioso empate que os deixa com 26 pontos na nona colocação.

Enquanto isso, o Santos se concentrará em uma espécie de final simbólica do primeiro turno do campeonato contra o Flamengo, no sábado, às 17h, no Maracanã. Para o Athletico-PR, o próximo compromisso na competição será diante do lanterna Avaí, no dia seguinte, às 11h, na Arena da Baixada.

Se o Athletico tinha uma estratégia de jogo para o primeiro tempo que contemplava a contenção do ímpeto inicial santista para uma posterior saída para o jogo, tal ideia mostrou-se um sucesso.

Nos 15 minutos iniciais, parecia haver somente um time em campo, tamanha a pressão da equipe da casa, mesmo sofrendo com cinco desfalques - Jorge, Soteldo, Derlis González, Cueva e Victor Ferraz.

Tal como fizera em jogos anteriores na Vila, comandado por um voluntarioso Marinho, o time de Sampaoli conseguia ocupar todos os espaços no campo de ataque e o primeiro gol da equipe parecia ser questão de tempo.

Na melhor chance, aos 8 minutos, o zagueiro Léo Pereira saltou para salvar chute de Marinho que tinha endereço certo, após saída equivocada de bola do goleiro Léo.

Do outro lado, a primeira finalização só ocorreu aos 27 minutos, com Everton Felipe arriscando da entrada da área para longe do gol de Éverson. Mas a partir de então a equipe de Tiago Nunes passou a ser mais objetiva e soube encontrar falhas de posicionamento da defesa adversária para começar a incomodá-la.

Em boa trama do Athletico aproveitando a última linha adiantada em um 3-4-3 do time da casa, primeiro Thonny Anderson e depois Vitinho, no rebote, perderam duas chances incríveis no reflexo do goleiro Éverson, aos 33 minutos.

Nesta altura, os paulistas pareciam outra equipe em relação ao início do embate, com peças como Jean Mota, Sasha e Uribe - que ganhou rara oportunidade de Sampaoli para o jogo - completamente apagadas na composição das jogadas.

Mais à vontade para buscar o ataque, o Athletico chegou ao seu gol aos 41. Thonny Anderson recebeu passe de Lucho González na área, girou diante de Aguilar e bateu cruzado, de pé esquerdo, para a chegada de Braian Romero, que, livre de marcação, apenas empurrou para o gol.

Na última chance do vice-líder do campeonato antes do intervalo, Uribe escorou para o gol cruzamento baixo de Felippe Joathan pela esquerda, mas o goleiro Léo, bem colocado, segurou a bola em dois tempos.

A volta para o segundo tempo não revelou grandes mudanças no desenho da partida, com um Santos apático, tentando ensaiar uma nova pressão, mas ainda sem sombra da velocidade inicial e abusando dos passes errados. Teve ainda duas chances em cruzamentos para a área, logo no início, com Uribe e Gustavo Henrique, mas pelo chão era quase inoperante em termos de criatividade.

Tal situação foi enervando Jorge Sampaoli e a torcida santista, enquanto deixava os visitantes mais tranquilos para, com a vantagem no marcador, ceder a posse de bola para um time que passou da falta de vibração ao afobamento nos minutos finais.

Mas a pressão só ocorreu mesmo por intermédio das jogadas aéreas - Lucas Veríssimo e Uribe tiveram chances preciosas dessa maneira. Mas das vezes em que a bola foi para a meta paranaense, Léo estava bem colocado para rechaçar.

Ainda assim, a equipe da casa conseguiu arrancar a marcação de uma penalidade máxima no fim do tempo regulamentar, em jogada de Marinho pelo lado esquerdo. O árbitro Rodrigo Carvalhaes de Miranda viu falta de Braian Romero dentro da área após ser chamado para conferir o lance no VAR.

A confirmação gerou um princípio de confusão à beira do gramado envolvendo Tiago Nunes, Jorge Sampaoli e parte da comissão técnica do argentino, que discutiram pesadamente até a saída para os vestiários.

Na cobrança, aos 46, Carlos Sánchez, com a categoria de uma cavadinha, voltou a marcar contra o Athletico, curiosamente da mesma maneira que fez em seu primeiro gol pelo Santos: de pênalti, e nos acréscimos.

Na ocasião, em setembro de 2018, ele marcou aos 51 da etapa final e decretou a vitória santista sobre o mesmo rival paranaense, algo que, apesar do alívio, não se repetiu neste domingo.

Estadão







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