Esportes

1 12/11/2018 08:30

Em um clássico marcado por decisões polêmicas da arbitragem, Corinthians e São Paulo empataram por 1 a 1 em Itaquera neste sábado. Os jogadores corintianos reclamaram de um gol de Danilo que não foi validado pela arbitragem no primeiro tempo (as câmeras de teve apontaram que a bola entrou). O time da casa também reclamou de um pênalti em Romero não marcado pelo árbitro Rodolpho Toski Marques. O Corinthians fez grande partida - uma das melhores sob o comando de Jair Ventura - e atuou com dez jogadores na etapa final - Araos foi expulso no fim do primeiro tempo. O São Paulo não conseguiu se impor, mesmo com um a mais.

Com o resultado, o São Paulo pode perder a quarta posição na tabela, pois o Grêmio, quinto colocado, enfrenta o Vasco, em casa, neste domingo. A quarta posição garante a vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Com o empate, o time do Morumbi continua sem vencer em Itaquera. Com o ponto conquistado, o Corinthians se distancia um pouco mais da zona de rebaixamento.

O técnico Diego Aguirre decidiu uma formação nova, com três zagueiros: Arboleda, Bruno Alves e Anderson Martins. Mesmo recuperado de lesão, Everton ficou no banco de reservas, pois não tinha de atuar toda a partida. Com o novo esquema, o time mostrou equilíbrio na hora de atacar, ora pela direita, ora pela esquerda, mas teve dificuldades de proteção.

Curiosamente, o Corinthians também deu espaços. O time de Jair Ventura não conseguia bloquear a entrada da área porque apenas Ralf era um jogador de marcação (Araos tem uma característica mais ofensiva). A facilidade para organizar jogadas dos dois lados, no entanto, não significou aumento das chances de gol. Pelo contrário. Faltou finalização, e os goleiros pouco trabalharam. A melhor chance do São Paulo foi um chute de Arboleda após disputa na área aos 30 minutos.

A melhor chance do Corinthians foi também o lance mais polêmico do clássico. Após cobrança de falta, Henrique falhou na finalização e a bola sobrou para Danilo que chutou forte, no alto. O goleiro Jean defendeu, mas ele já estava dentro do gol. As câmeras de tevê comprovaram que a bola ultrapassou totalmente a linha, mas o gol não foi validado pela arbitragem.

Após o lance, o time da casa tomou conta do jogo. Jadson, Araos e Pedrinho passaram a jogar no campo do rival. A pressão aumentou. O problema maior do São Paulo foi a proximidade de Jucilei com a linha de três zagueiros - ele praticamente não saía para o jogo. Liziero e Hudson tiveram problemas na troca de passes. Sempre pressionando, o Corinthians lançou Romero, que foi derrubado na área por Bruno Alves. Os corintianos reclamaram de penalidade, que não foi marcada pela arbitragem.

No final do primeiro tempo, um lance mudou a história do jogo. Araos acertou um tapa no rosto de Reinaldo e foi expulso. O Corinthians teria de jogar toda a etapa final com dez jogadores. No retorno para o segundo tempo, Aguirre desfez o esquema de três zagueiros ao trocar Anderson Martins por Everton. A mudança não foi suficiente para o time aproveitar a vantagem. O São Paulo não soube atuar com um jogador a menos.

As melhores chances foram do Corinthians, como o chute de fora da área de Pedrinho. Aos 26 minutos, o Corinthians atacou com cinco jogadores, fez a bola girar de Thiaguinho para Pedrinho até a finalização rasteira de Ralf, no canto de Jean: 1 a 0. Mesmo com um a menos, o time de Jair era melhor, em uma grande atuação coletiva.

O São Paulo conseguiu o empate em uma rara jogada organizada. Após cruzamento da esquerda de Everton, Nenê finalizou e Brenner completou: 1 a 1. O gol saiu em uma jogada criada por três atletas que começaram no banco de reservas. Nos minutos finais, o São Paulo pressionou, mas continuou desorganizado e não conseguiu se impor para buscar a virada.

Estadão







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